Vortex


The Report – Semana de Moda Masculina de Milão

 Armani

Nápoles tem pizza. Florença tem afrescos. Veneza tem gondoleiros e Roma tem ruínas. E Milão, bem, Milão tem moda. E em nenhum lugar isso é melhor exibido do que na semana de moda masculina. Em junho deste ano, os maiores e mais fortes nomes de todo o mundo do varejo apresentaram suas coleções de moda masculina primavera/verão 14. E se você achava que o pepperoni estava apimentado, é melhor repensar: foi um verdadeiro banquete de talentos empolgantes.

As casas grandes sacaram suas armas e abriram caminho para a passarela celestial no céu. Nesta semana de moda masculina, todos os principais estilistas apresentaram coleções de inteligência e entusiasmo inveterados.

Versace era, francamente, insano – da melhor maneira possível. Listras de néon cobriam camisetas brancas sóbrias e havia mais ouro do que você esperaria encontrar em um iate em Porto Fino. As sandálias eram abertas e as calças largas, mas nada faria você se lembrar menos de seu avô.

Enquanto isso, na Armani, as coisas eram um pouco mais tradicionais – se você não contar a estranha camiseta de malha estilo mergulho. Preto, branco, marinho e castanho dominaram a coleção, ao lado de óculos de sol com olhos alienígenas e viseiras inspiradas em ferreiro. O corte era afiado e grosseiro e os acessórios chiques mas discretos. Um show de destaque.

A Prada era um pouco dos anos 1930 com seus sapatos de boliche e camisas acabadas. O desfile começou com uma versão da camisa havaiana e a partir daí se tornou cada vez mais ousado e irreverente, como só a Prada consegue. As roupas eram divertidas, mas usáveis: pense em Jude Law como Dickie Greenleaf em O talentoso senhor Ripley cruzado com algumas das roupas de Bond de campista de Sean Connery e você está quase lá.

Moncler Gamme Bleu optou por roupas inglesas de críquete... com um toque bem costurado. (Parte da reviravolta foram as modelos usando batom roxo escuro… Marilyn Manson, cuidado). Vendo aqueles brancos e listrados, quase se podia provar morangos e biscoitos e um dia inglês trovejante em um campo de críquete da vila. Eles eram antiquados, mas não sentimentais: inteligentes, mas não amarrados.

Os nomes menores também estavam ocupados deixando sua marca. Andrea Pompilio vem ganhando reconhecimento nas últimas temporadas e esta coleção é a prova de como é merecida: formas simples em padrões arrojados, coloridos, alegres e brilhantes. Agi & Sam trazem uma estética minimalista e oriental para alguns de seus designs, enquanto outros fazem referência ao acid-house e ao bloqueio de cores da escola primária. E Iceberg foi – talvez sem surpresa – definido pela frieza: elegante, esportivo e despreocupado. Quem disse que a semana de moda masculina é chata?